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Resumen - Versión en Portugués

  • Writer: Carolina Monroy Rosso
    Carolina Monroy Rosso
  • Nov 14, 2019
  • 12 min read

O que realmente aconteceu na Bolívia?


Eu nunca pensei que fosse precisar escrever algo desse tipo.


Eu não queria mais me expressar sobre o que está acontecendo em meu país depois de ter sido rotulada como “mentirosa” por pessoas pelas quais tenho muito carinho e consideração, mas que no entanto, nunca, antes do dia de ontem, ousaram me perguntar sobre o meu país. E as quais, após lerem meio parágrafo de uma reportagem qualquer ,em sites cuja fidedignidade de informação é duvidosa, acharam que detinham um maior conhecimento sobre o que está acontecendo no m e u país; é engraçado como o Efeito Dunning-Kruger funciona, não é mesmo?


Mas no dia de hoje, após ver a minha família paterna, meus amigos de infância e basicamente todo o meu povo não desistir da nossa missão de reerguer o país, eu entendi por que eu não poderia ficar calada; e as palavras da Emma Watson em seu discurso para a ONU no ano de 2014 ressoaram na minha cabeça mais alto que nunca: “Se não eu, quem? Se não agora, quando?” Peço por favor não mal-interpretem essas últimas palavras, a Carolina me deu um lugar onde colocar a minha voz no dia de hoje e sou extremamente grata à ela por isso.


No dia de hoje, 13 de novembro de 2019, o meu país ainda está com as seqüelas deixadas pelo ex-presidente, quem vem manipulando não apenas seu próprio povo, mas a mídia internacional, de modo que o que aconteceu domingo na Bolívia seja visto como está sendo visto: como um golpe de estado.


E eu não conseguia entender porque a mídia internacional, inclusive (e eu digo isso com muito pesar) a nossa mídia Brasileira; até que refletindo, eu consegui entender: além de se deixarem levar pelo discurso vitimista do ex-presidente, nenhum destes elementos da mídia se dignou a colocar um repórter nas ruas do meu país para entender a real situação do que estava acontecendo nos últimos 25 dias, por que se eles tivessem perguntando à n ó s, bolivianos — inclusive nós, que moramos no exterior — talvez vocês entendessem o que está de fato acontecendo no país.


Esse foi um dos motivos que me levaram a entrar em contato com a Carolina e escrever este artigo, pois nós temos o dever com o nosso povo de mostrar para o mundo que o que está acontecendo na Bolívia, não é um golpe de estado.


E se tem uma coisa que eu quero deixar completamente c l a r a por aqui, é que essa luta n u n c a foi sobre a direita e a esquerda; mas sobre nós, os B o l i v i a n o s lutando pela nossa d e m o c r a c i a .


Democracia que já se via em risco, tendo em vista o seguinte: a Constituição Boliviana, traz em seu artigo N°169, que: “O mandato do Presidente do Estado é de cinco anos, e eles podem ser reeleitos continuamente a p e n a s u m a v e z ”. Desta forma, cabe destacar que Morales já se encontrava no poder de maneira ilegal, enquanto cumpria o seu terceiro mandato — desde o ano de 2014 até o presente.


Com isso sendo dito, eu gostaria de voltar 3 anos no tempo — Especificamente ao dia 21 de fevereiro de 2016, data na qual foi realizado um Referendo Constitucional na Bolívia, no qual Morales tentava alterar a Constituição para permitir que o Presidente ou Vice-presidente da Bolívia se candidatasse à re-reeleição e neste referendo, a Bolívia disse n ã o à sede de Morales por poder, com 51% dos votos.


No entanto, durante esses 14 anos nos quais Evo esteve no poder, ele condicionou e moldou o país à sua conveniência, tomando os três poderes: Executivo, Legislativo e Judicial; onde a maior parte das cadeiras nas câmaras foram ocupadas por parlamentares do seu partido, mediante indicação.


Desta forma, no ano de 2017 o Tribunal Constitucional Plurinacional da Bolívia, publicou a sentença 0084/2017, mediante a qual os artigos N°52, em seu III parágrafo; N°64; N°65; N°71; N°72; a lei 026 de 30 de julho de 2010 por ser contraria aos artigos N°26 e N°28 e concordante aos artigos N°13, N°256 e N°410 em seu parágrafo II; a inaplicabilidade dos artigos N°156, N°168, N°288 e N°285 em seu parágrafo II, que dizem respeito à limitação da releia-o por uma só vez e maneira continua da Constituição Politica do Estado (CPE), foram consideradas inconstitucionais; permitindo desta forma que o ex-presidente se postulasse como candidato nas eleições que tiveram lugar no passado 20 de Outubro, atropelando a nossa constituição. É algo que está aí até para um cego ver: no dia 20 de Outubro, o nome de Morales estava na cédula de maneira i l e g a l.


Agora, a Constituição Boliviana, em seu artigo N°167, diz que: “I. A candidatura que que reunir cinquenta por cento mais um dos votos válidos será proclamada à Presidência; ou que aquela que obtiver um mínimo de quarenta por cento dos votos válidos, com uma diferença de pelo menos dez por cento em relação à segunda candidatura. II. Caso nenhuma das candidaturas atenda a essas condições, será realizado um segundo turno de votação entre os dois candidatos mais votados, no prazo de sessenta dias a partir da votação anterior. A candidatura que obtiver a maioria dos votos será proclamada à Presidência do Estado”.


Desta forma, no domingo 20 de Outubro os votos começaram a ser contados até que, de uma maneira muito suspeita, enquanto a contagem estava por volta dos 83% do total, a contagem parou. D u r a n t e 2 3 h o r a s . Quando a contagem dos votos voltou, já anunciava 98% destes e já dava à Morales a vantagem de 10% que ele precisava, sob seu oponente, Carlos Mesa, eliminando um possível segundo turno entre ambos.


Além disto, foram encontrados vários outros tipos de irregularidades em todas as regiões do país, assim como em Consulados no exterior: Na cidade de La Paz, uma jornalista denunciou através de suas redes sociais com vídeos e fotos, que quando chegou à seu lugar de votação, alguém já havia emitido o voto por ela; por outro lado, na cidade de Santa Cruz, uma mulher foi flagrada tentando colocar cédulas em uma das ânforas; tanto em Barcelona quanto em Miami, a contagem dos votos que deveria ser feita de maneira pública ocorreu de maneira sigilosa e por fim, na Itália, onde as cédulas eram contadas, dois rapazes encontraram que as suas cédulas já estavam marcadas e os seus “votos” contavam para Morales. Uma fonte próxima à empresa que administrou o TREP (empresa que realizou a contagem dos votos), disse que a decisão de interromper a transmissão de dados, foi proferida pelo Supremo Tribunal Eleitoral. Foram estes resultados fraudulentos que fizeram com que a população boliviana tomasse as ruas, protestando contra o f r a u d e e l e i t o r a l.


Um engenheiro de sistemas computacionais, chamado Edgar Villegas, demonstrou provas de fraude encontradas por sua equipe, após simplesmente baixar os documentos disponibilizados pelo Órgão Eleitoral Plurinacional (OEP), e comparando a contagem dos votos exibidas pelo TREP e pelo OEP, onde através destes números, foi demonstrado que pelo menos 3% dos votos foram alterados; este engenheiro exibiu essas provas em um programa de um canal local, da cidade de La Paz. Após as suas declarações, ele teve a sua vida amaçada por simpatizantes do ex-presidente, tendo que se refugiar na Embaixada Britânica. Infelizmente, isso a Globo (e outras mídias internacionais) não mostra(m)!

As pessoas começaram a protestar, parar e bloquear, de maneira pacífica em cidades como: Potosí, La Paz, Cochabamba e Santa Cruz de la Sierra. Como alguém que além de nascer, passou a infância na Bolívia, eu posso confirmar que os chamados “paros” e “bloqueios” são duas coisas bem comuns por lá; o primeiro se dá quando à população de alguma forma “combina” de não ir trabalhar e não mandar os filhos para as escolas, desta forma o país para, já o segundo se da quando são colocados objetos como: troncos de arvores, rochas, pneus, dentre outros elementos no meio da rodovia, a modo de “bloquear” o passo à carros, motos e caminhões. Mas em função disso, Morales fez apenas rir de seu povo, fazendo declarações como:


“Alguns jóvenes por ‘dinheirinho’ e por ‘notinha’ estariam mobilizados.” — Evo Morales, 24 de Outubro de 2019 — Tradução Livre. - Dizendo que os jovens que estariam protestando contra o seu regime autoritário apenas estariam o fazendo para receber dinheiro ou notas em Universidades.


“Eu fiquei surpreso de ver duas ou três pessoas amarrando cordinhas. O quê? Colocando pneuzinhos. Que tipo de paro é esse? Eu sou capaz de fazer um workshop ou seminário para eles, de como se fazem bloqueios.” — Evo Morales, 25 de Outubro de 2019 —Tradução Livre.


“Que as cidades parem de nos prejudicar com paros! Se vocês querem paros, não tem problema, a gente acompanha vocês com cerco às cidades para nos fazermos respeitar! Vamos ver se vocês aguentam!” — Evo Morales, 26 de Outubro de 2019 —Tradução Livre.


“Os times de futebol. Duas semanas já sem jogos de futebol, nós amamos futebol.” — Evo Morales, 31 de Outubro de 2019 — Tradução Livre — Essa declaração do ex-presidente foi respondida em dois vídeos diferentes por vários jogadores, ex-jogadores, treinadores e comentaristas de futebol, dizendo que o futebol também é a paixão deles, mas que a democracia de seu país estava em primeiro lugar.


Com este tipo de declarações o ex-presidente apenas fez mostrar o seu total desrespeito pelo país e pelo povo Boliviano. Após estas declarações, os protestos, paros e bloqueios passaram a se intensificar pelo país, principalmente nas cidades de: Potosí, La Paz e Santa Cruz de la Sierra, mas se extendendo para todo o país, assim como para o exterior, onde foram realizados protestos também em cidades como: Miami, São Paulo, Paris, Buenos Aires e Madri, contra a autocracia de Morales que à essa altura já se encontrava em seu caminho para a ditadura.


As pessoas não queriam o segundo turno, mas novas eleições que fossem realizadas de maneira limpa e honesta e Morales afirmou que isto não iria acontecer, até o último domingo, 10 de Novembro, quando convocou novas eleições após o informe da OEA declarar que as eleições foram fraudulentas; à este respeito, eu gostaria de r e s s a l t a r que não fomos os Bolivianos que “recusamos” isso domingo passado, mas o nosso ex-presidente, fazem duas semanas.


No dia 4 de Novembro um dos maiores protestos se deu na cidade de Santa Cruz de la Sierra, cidade melhor conhecida como “Pólo Econômico” do país, é tipo a nossa (bem menor) São Paulo; neste, Luis Fernando Camacho fez um discurso — e eu sei o que vocês estão pensando, mas se vocês chegaram até aqui, por favor leiam até o final — e deu aos Bolivianos uma coisa que nós estávamos quase perdendo: a esperança — Tentem viver o que os meus compatriotas viveram durante 22 dias sem terminar pelo menos com uma fadiga mental, se não com: crises de ansiedade, ataques de pánico e até depressão, eu desafio vocês! (lembrando que eu tenho perfeita capacidade para falar desse tema pois sou psicóloga, okay?) — Esperança de que a democracia podia sim, ser restaurada em nosso país; ele leu uma carta de renúncia que ele próprio escreveu e queria que o ex-presidente assinasse.


Junto com Camacho, outros líderes cívicos de outras cidades também fizeram discursos, como Marco Pumari, que disse: “Uma vez alguém me disse que você não pode comer dignidade, mas se me minha mãe me ensinou alguma coisa foi que: com dignidade se vive, porra!” - Guardem bem o nome desse personagem e essa frase por um instante.


Em 5 de novembro, Camacho viajou de Santa Cruz de la Sierra para La Paz e ficou preso no aeroporto contra sua vontade por várias horas, porque pessoas que foram pagas pelo MAS (partido de Morales) foram ao aeroporto armados com paus e pedras, para tentar machucá-lo ou até matá-lo; essas pessoas entraram no aeroporto e a polícia não fez nada para detê-las.


Sob essas circunstâncias e para "protegê-lo", ele foi levado de volta à sua cidade de origem sem saber onde estavam o levando e sem saber o que esperar — À este respeito Mesa e Tuto Quiroga deram suas opiniões e pediram a proteção de Camacho — Uma vez que assim como todos, ele tem o direito de ir e vir, e isso inclui viajar livremente por todo o país; isso também foi defendido pela população nas redes sociais, o que levou o Ministro Romero a garantir sua segurança.


Foi apenas em 7 de Novembro que Camacho chegou à La Paz, onde foi levado diretamente ao seu hotel, em vez de ir para “La Casa del Pueblo”, onde as população e a imprensa o aguardavam. No dia seguinte, Camacho fez um discurso ao lado de um líder indígena e ambos pediram desculpa em rede nacional se em algum momento os seus estados haviam sido racistas um com o outro, declararam que iriam se unir com essa causa comum que era tirar Morales do poder, e por fim, selaram isto com um abraço. Cada vez mais parcelas da população estavam se unindo em contra de Morales, e o tempo dele estava acabando.


As pessoas que me conhecem sabem que sempre tive muito orgulho de minhas raízes, de onde venho, mas nunca tive tanto orgulho de ver pessoas de todas as idades, classes sociais, etnias e cidades unidas como uma só, afinal, é o que somos, Bolivianos, cantando em uma só voz o que tanto repetimos nos últimos dias: "Quem se cansa? Ninguém se cansa! Quem desiste? Ninguém desiste!"


E Morales? Tentou pagar aos policiais e militares um bônus de 3000 bolivianos (aproximadamente: 434 dólares americanos | 1808 reais | 394 euros), para ficarem “ao seu lado”; sobre isso, as pessoas que trabalham em órgãos públicos denunciaram através das redes sociais que todos os dias lhes era cobrada uma quantia em dinheiro, que mais tarde seria usada para pagar estes policiais e militares, além de outros grupos que agiam de maneira violenta em nome do ex-presidente.


O partido Morales chamou as pessoas que eles tanto reivindicam defender: povos indígenas, pessoas de recursos limitados, pessoas que não têm acesso à educação, que não conhecem seus direitos, para contra-protestar agindo de maneira violenta e levando quatro vidas no processo, além de deixar centenas de feridos. Algumas dessas pessoas foram apreendidas e admitiram haver sido pagas pelo governo para agir dessa maneira.


Por causa da pressão que Camacho e Pumari estavam exercendo sobre o governo, Bolivianos de todo o país decidiram ir à La Paz para juntar-se aos líderes cívicos. Uma caravana que partiu de Potosí foi emboscada por pessoas enviadas por Santos Tito (Governador de Oruro, que é membro do partido de Morales), nesta emboscada, 14 pessoas foram feitas reféns, algumas meninas foram despojadas, agredidas sexualmente e abandonadas nuas em uma mina, enquanto outras duas ainda estão desaparecidas.


Em 8 de Novembro, policiais de Cochabamba começaram uma revolta, posicionando-se contra o ex-presidente e a favor do povo; depois de algumas horas, isso começou a se espalhar para outras cidades do país, até Sábado, quando se deu na cidade Sede do Governo.


Na manhã de Domingo, antes da renúncia de Morales e como já descrito anteriormente, a OEA (Organização dos Estados Americanos) publicou um relatório anunciando as irregularidades, garantindo que não poderiam validar os resultados das eleições e recomendando novas eleições, destacando que as futuras eleições devem ter funcionários eleitorais novos que conduzam o processo eleitoral de maneira honesta, clara e transparente.


Foi apenas após essas declarações que Morales convocou novas eleições e não deixem a narrativa do discurso vitimista dele enganar vocês; ele só concordou com isso para que a tensão na Bolívia diminuísse e ele ganhasse tempo para pensar em melhores estratégias para concorrer novamente, ou fazer pior, como no dia de hoje (13 de Novembro), quando realizou declarações (ridículas) em seu Twitter sobre seu retorno e também a maneira descarada em que mandou Adriana Salvatierra de volta à Bolívia para que esta assumisse a presidência (e para que ele pudesse continuar governando através dela), quem afirmou não haver renunciado, porém, foi desmentida em todas as redes sociais e canais nacionais, através de vídeos: que a mostravam c l a r a m e n t e na tarde do Domingo passado, fazendo pública à sua renuncia.


Em contraste às manchetes que eu venho lendo nos últimos dias através das redes sociais, não existe golpe de estado algum na Bolívia, e muito menos esse falso golpe foi “militar”, tendo em vista que os militares a policia não fizeram absolutamente nada além de cumprir a Constituição e se recusar a reprimir o seu povo. Ninguém o ameaçou ou apontou uma arma na cabeça dele para que ele fizesse isso — E se eu puder falar de maneira curta e grossa, como a gente diz aqui no Brasil: Ele não fez mais do que a obrigação dele!


Porém em meio à isso, ele deixou esse discurso vitimista que fez com que os meios mostrassem o que mostram agora. Lembram quando eu pedí lá em cima para vocês “lembrarem” o Pumari? Então, em nenhum momento Evo mencionou Pumari em seu discurso, mas fez questão de mencionar Camacho e Mesa, e sabem por que? Por que Camacho e Mesa são: privilegiados financeiramente, homens, brancos hétero cisgênero e Pumari, assim como ele, é um líder (cívico), mas que assim como Morales possui sangue indígena e mineiro. Sem contar que Postosí, o estado dele foi uma chave para essa luta, tendo em vista que foi o estado que começou as paralizações muito antes das eleições ocorrerem. Ele deixou uma importante lição de vida para todos os Bolivianos e inclusive muitos afirmam que gostariam que ele fosse presidente: Um líder democrata, indígena e mineiro.


Como dois amigos me falaram: Podemos passar a nossa vida inteira tentando desmentir o Evo, mas pelo menos isso é melhor do que passar a vida inteira sendo governados por ele. Tirem as suas próprias conclusões!


Se esse artigo não mudou em absoluto a opinião de vocês, tudo bem; eu só espero que pelo menos tenha feito vocês refletirem à respeito. O que eu mais tenho lido por aí são manchetes de jornais Argentinos, Mexicanos e Brasileiros dizendo: “Golpe na Bolívia!”, mas enquanto isso, em meu país o povo está comemorando e o que se escuta nas ruas é “liberdade!”.


Em 1809 se deu na Bolívia o que se conhece como “O Primeiro Grito Libertário da América Espanhola”; e em 2019, de alguma forma ou de outra, mais uma conquista se deu novamente para nós, tendo em vista que não nos deixamos oprimir pela sede de poder de um déspota. Em 16 de Julho de 1810, quando La Paz (minha cidade) conquistou a sua liberdade, Pedro Domingo Murillo gritou: “Compatriotas, eu morro, mas a tocha que deixo acessa, ninguém pode apagar. Que viva a liberdade!”.


Não é atoa, que Simón Bolivar, o libertador, a quem devemos o nosso nome, declarou em 1825, que a Bolívia era a sua “filha predileta” e que esta que é conhecida por muitos como “berço de libertadores”.


Em outras Noticias, a Venezuela e a Nicaragua se preparam hoje para protestar assim como nós, pela sua liberdade.


Natalia Clavijo



 
 
 

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